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Não seja um porque: a relevância de 13 Reasons Why

abril 8
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Antes de tudo: esse post está recheado de spoilers, então sugiro que você assista a série primeiro e depois o leia. Ou você pode ignorar esse aviso e ir em frente, afinal de contas, esse post é válido para qualquer um disposto a compreender melhor as particularidades de cada um, ou seja: por que certas pessoas agem como agem?
Mas por que “recheado de spoilers”? Porque conforme eu assistia e me identificava com experiências e características dos personagens, senti que eu deveria 1: expôr em detalhes o que a série refletiu pra mim; e 2: reforçar os sinais para aqueles que talvez não tenham absorvido o potencial da abordagem feita pela mesma. Então não trata-se de uma crítica – até porque já tem várias por aí, basta jogar no google – mas sim uma looonga análise, das diferentes questões apresentadas ao espectador.

“Pegue um lanche. Acomode-se. Porque eu estou prestes a contar pra você a história da minha vida.”

Hannah Baker é uma garota linda. E veja bem, poderiam ter escolhido uma atriz comum, que não tivesse olhos azuis ou um rosto tão marcante. Mas talvez – talvez – não causaria o mesmo impacto. Pelo infeliz fato de que muitos de nós costumam ter a ideia errada de que certas coisas não acontecem com certas pessoas. “Uau, ela é tão bonita, com certeza tem tudo sob controle”, “Ela deve ter a vida perfeita” – e se enganam com a seleção de momentos maravilhosos publicados nas redes sociais, colocando uns e outros em pedestais imaculados. Mas a verdade é que ninguém está livre de problemas ou de sofrer danos psicológicos e traumáticos causados pelos mesmos. Não… O que acontece é que alguns de nós se esforçam para escondê-los muito bem.

Fazer valer a pena

janeiro 2
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Estive pensando qual a verdadeira razão de eu renovar esse domínio a cada ano novo para mais uma jornada, mesmo com atualizações não tão frequentes, e mesmo com um valor agora salgado a se pagar por tal serviço – é… preciso trocar de host.

Porém, não demorei muito para constatar o óbvio. A verdadeira razão é que isso aqui me faz muito bem. Mas às vezes fico tão ocupada com outras coisas, que acabo me esquecendo como é bom ter esse refúgio que criei e cuidei com tanto capricho e carinho. E a gente sempre acaba voltando para aquilo que nos faz bem, não é? Ou ao menos deveria ser assim. Não deveríamos nos esquecer nem por um segundo do que nos motiva, nos tranquiliza, nos deixa à vontade, nos desestresssa, nos preenche. E assim como que por coincidência, ontem, ao reassistir Titanic (siiiim, haha) pela milionésima vez e sem pretensão alguma, uma citação do Jack acabou por complementar muito bem essa linha de pensamento na qual eu refletia sobre:

“Eu acho que a vida é um dom e não pretendo desperdiçá-la. Nunca se sabe a mão que se irá receber em seguida. A gente aprende a aceitar a vida como se apresenta. Fazer cada dia valer a pena.”

A tal crise dos vinte e cinco

julho 19
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Estou com um post antigo no rascunho que eu tinha a intenção de publicar antes de qualquer outro, mas me jogaram uma zica das bravas e fiquei doente por duas semanas. Para completar, o hd do meu note foi pro espaço, o que impossibilitou de vez a finalização do post em questão, que aliás, era sobre um assunto de junho. Logo, é de se imaginar que isso tirou toda a minha empolgação de publicá-lo. Talvez eu reconsidere e o faça mais tarde, talvez não. O fato é que estou inquieta há meses, e entre um café e outro, esse curto período de tempo off me fez refletir sobre algo que eu não queria encarar: a famosa crise dos 25 anos.

No início do ano, logo após o meu aniversário, divaguei aqui no blog sobre o que eu aprendi com os meus 25 anos. Lá mesmo, comento que há inúmeros artigos sobre as crises de idade que passamos. E de fato, há. Que atire a primeira pedra aquele que nunca perdeu horas questionando o que diabos pretende fazer da vida ou qual rumo tomar. E é nessa parte que entra aquela citação de um autor desconhecido: “Todos estão travando uma batalha que você não sabe nada a respeito. Seja gentil. Sempre.”
Todo mundo entra em conflito consigo mesmo alguma vez na vida (no meu caso, várias vezes), todo mundo se sente perdido em certo momento, ou com medo do futuro, ou de não se sair bem em algo. Por isso, a maioria desses artigos pela internet pode soar repetitiva, cômica e clichê. Mas aqui, vou mencionar a minha crise, baseada nas minhas neuras e na minha vida. Porque de novo (e agora parafraseio a mim mesma): cada um tem suas particularidades, seus porquês, seus poréns. Então seja bem vindo ao meu lado obscuro, e reserve uma playlist alto-astral para ouvir logo após finalizar a leitura desse post. Trust me.