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Fazer valer a pena

janeiro 2
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Estive pensando qual a verdadeira razão de eu renovar esse domínio a cada ano novo para mais uma jornada, mesmo com atualizações não tão frequentes, e mesmo com um valor agora salgado a se pagar por tal serviço – é… preciso trocar de host.

Porém, não demorei muito para constatar o óbvio. A verdadeira razão é que isso aqui me faz muito bem. Mas às vezes fico tão ocupada com outras coisas, que acabo me esquecendo como é bom ter esse refúgio que criei e cuidei com tanto capricho e carinho. E a gente sempre acaba voltando para aquilo que nos faz bem, não é? Ou ao menos deveria ser assim. Não deveríamos nos esquecer nem por um segundo do que nos motiva, nos tranquiliza, nos deixa à vontade, nos desestresssa, nos preenche. E assim como que por coincidência, ontem, ao reassistir Titanic (siiiim, haha) pela milionésima vez e sem pretensão alguma, uma citação do Jack acabou por complementar muito bem essa linha de pensamento na qual eu refletia sobre:

“Eu acho que a vida é um dom e não pretendo desperdiçá-la. Nunca se sabe a mão que se irá receber em seguida. A gente aprende a aceitar a vida como se apresenta. Fazer cada dia valer a pena.”

A tal crise dos vinte e cinco

julho 19
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Estou com um post antigo no rascunho que eu tinha a intenção de publicar antes de qualquer outro, mas me jogaram uma zica das bravas e fiquei doente por duas semanas. Para completar, o hd do meu note foi pro espaço, o que impossibilitou de vez a finalização do post em questão, que aliás, era sobre um assunto de junho. Logo, é de se imaginar que isso tirou toda a minha empolgação de publicá-lo. Talvez eu reconsidere e o faça mais tarde, talvez não. O fato é que estou inquieta há meses, e entre um café e outro, esse curto período de tempo off me fez refletir sobre algo que eu não queria encarar: a famosa crise dos 25 anos.

No início do ano, logo após o meu aniversário, divaguei aqui no blog sobre o que eu aprendi com os meus 25 anos. Lá mesmo, comento que há inúmeros artigos sobre as crises de idade que passamos. E de fato, há. Que atire a primeira pedra aquele que nunca perdeu horas questionando o que diabos pretende fazer da vida ou qual rumo tomar. E é nessa parte que entra aquela citação de um autor desconhecido: “Todos estão travando uma batalha que você não sabe nada a respeito. Seja gentil. Sempre.”
Todo mundo entra em conflito consigo mesmo alguma vez na vida (no meu caso, várias vezes), todo mundo se sente perdido em certo momento, ou com medo do futuro, ou de não se sair bem em algo. Por isso, a maioria desses artigos pela internet pode soar repetitiva, cômica e clichê. Mas aqui, vou mencionar a minha crise, baseada nas minhas neuras e na minha vida. Porque de novo (e agora parafraseio a mim mesma): cada um tem suas particularidades, seus porquês, seus poréns. Então seja bem vindo ao meu lado obscuro, e reserve uma playlist alto-astral para ouvir logo após finalizar a leitura desse post. Trust me.

O que eu aprendi com os meus 25 anos

janeiro 27
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Já li vários posts sobre a crise dos 20 anos, dos 25 – e com certeza deve haver inúmeros outros para as demais faixas etárias seguindo esse mesmo tema. Me identifiquei com bastante coisa, já outras, digamos que nem tanto. Então me lembrei que cada um de nós tem a sua história de vida. Suas particularidades, seus porquês, seus poréns. E seguindo essa linha de pensamento decidi compartilhar o que aprendi nesses loucos e conturbados – mas nem por isso, ruins – 25 anos da minha vida.

i. Aprendi que não se deve subestimar uma criança que lê. Num belo dia, com 6 anos de idade, eu, que estava no início do que antigamente chamavam de “prézinho” (que sucede o jardim de infância), levantei da minha cadeirinha e disse para a minha professora que queria ser passada para a primeira série. Ela então chamou minha mãe na escola, e pediu que a supervisora fizesse um teste comigo, que consistia em soletrar o alfabeto e ler algo. Para a surpresa dela (e não tanto da minha mãe), eu passei no teste e no dia seguinte estava com um sorriso radiante, na classe da 1ª série.

ii. Aprendi que tudo bem mudar de opinião, desde que seja uma mudança positiva. Tempos atrás, achei um caderno meu de Ciências, da 5ª série, e a pergunta de um exercício me chamou a atenção: “Você acha possível a formação de família entre pessoas do mesmo sexo?” e minha resposta: “Não, só homem e mulher”. Sim, naquela época já havia perguntas desse tipo, e nas escolas (!). Mas eu tinha 10 anos e não sabia nada da vida ou do ser humano como pessoa. Só sabia o que eu tinha que estudar pra tirar uma nota alta na prova. Ah, se fosse hoje… escreveria que família é a gente que faz, a gente que escolhe. Ponto.