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Cada qual tem um gosto que o arrasta.

E é com essa frase ótima que vi esses dias pela internet à fora, que começo meu post revolts de hoje.
Eu sempre me considerei com um gosto particularmente diferente das pessoas para tudo, ou ao menos quase tudo. Isso se deveu ao fato da imagem generalizada que a sociedade (você, o seu vizinho, seu amigo ou o cara da esquina), dividida em suas respectivas “panelas sociais”, faz com relação ao gosto de cada um.

• Ah, se você não gosta de carnaval então você não é brasileiro de verdade.
• Se você nunca encheu a cara até vomitar então você não sabe o que é ser feliz.
• Se você não curte balada e prefere ficar em casa então você é um bicho do mato.
• Se você gosta de música coreana, japa, tailandesa, asiática em geral ou algo fora da realidade normal da sociedade, é porque você quer ser diferente.

Oi? Cadê o bom senso e o semancol das pessoas? Cadê o livre arbítrio gente? Cada um faz o que bem entender da sua vida e ninguém tem que opinar o que não lhe diz respeito.
Certa vez, quando eu fui pra SP e me encontrei com a Cih, nós conversávamos sobre algo semelheante. Sobre o quão triste é quando as pessoas julgam os nossos gostos. Estávamos falando como exemplo sobre estudar coreano.
Se eu comento com alguém que estudo coreano por conta própria (lá quando me sobra um tempo, mas ainda sim estudo), surgem aquelas perguntas chatolinas e desagradáveis: “Mas coreano? O que você quer com coreano?”, “Vai pra lá por acaso?”, “Porquê não estuda algo que agregue no seu curriculum?”, “Tsc, em vez de escolher espanhol, ou então mandarim, que tem muita gente fazendo.”. A resposta pra todas essas perguntas é simples. Porque eu gosto, porque eu quero, e porque a vida é minha.

Viajar? Porque não? Nada impede de que isso um dia aconteça. Impede apenas para aqueles que são pobres de pensamentos e de vontades. Nada impede de que eu venha a estudar lá algum dia, trabalhar ou apenas visitar. Podemos fazer o que quisermos, temos apenas que batalhar duro para isso.
Quando eu fiz o meu fanzine sobre k-pop e cultura coreana, muita gente a quem mostrei achou um pouco estranho os grupos musicais. Na minha apresentação em sala, um colega comentou “Essas roupas coloridas, esse ar alegre. Bem diferente”. Não levei a sério como ofensa, porque até então o comentátio foi suave. Entretanto, volta e meia vejo uns comentários maldosos pela internet como “Olha o Restart asiático!” ou “Ih, todos esses caras alegres se abraçando? Acho que essa fanta é uva hein”. Peloamordedeus não comparem com Restart. Os k-groups realmente cantam muito bem, a maioria inclusive dança muito também e ainda por cima tem músicas que fazem sentido e te provocam sentidos. Nem linha tênue existe entre ambos tamanha a diferença. O que eu mais gosto neles é que em apenas um grupo você encontra músicas mais românticas e fofas, outras mais agitadas e outras ainda tipo um rockzinho gostoso. Ou seja, eles variam e fazem isso bem. Mesmo.
Outro ponto são os doramas. Aqui em casa por exemplo, eles acham incrivelmente cômico eu assistir novelas coreanas, japonesas, enfim. Qual o problema? Por acaso as novelas brasileiras ensinam algo de bom? Ou melhor dizendo, elas ensinam alguma coisa? A língua pode ser diferente, mas nem por isso deve ser motivo de chacota. Eu não tenho vergonha de dizer que baixo novelas e músicas asiáticas. Teria vergonha de dizer que vejo a semi-pornografia explícita desses reality shows e programas brasileiros em geral. Como coloquei na minha mini apresentação aqui ao lado, eu vivo pra ser feliz, e não para ser comum.
Não critique aquilo que não lhe apetece pelo fato de você simplesmente estar a fim de fazê-lo. Vá procurar sua turma e deixe os outros em paz. Assim como eu não vou em nenhum fórum/post/notícia/comunidade/etc apenas para soltar os cachorros, você não precisa também. Acho ridículo quem faz isso, quem critica o gosto do próximo. Se eu faço é porque me cutucaram primeiro.
Se você gosta de Restart, Rebelde, Luan Santana, Calypso, que seja. Seja feliz e ouça! Ou seja feliz e aprenda a língua que te der na telha. Contudo, não ultrapasse a barreira de gostos de alguém e perca seu tempo frustrando-o.

야! 죽을래? Fica a dica.

Priih

Priscila Cardoso (프리실라 카르도스), ou apenas Priih. 29. Inconstante em muitos níveis e intensa igualmente. Escreve incontroladamente sobre tudo e tagarela sobre a Coreia desde 2008. Descobre novas paixões a cada dia e não dispensa livros, música e uma boa caneca de café.
  • Ferds

    Não esquenta com as pessoas, vc não precisa da aprovação deles para viver, viva feliz gostando do q vc realmente gosta.

    Bjos

    Adorei o Layout

    26 de outubro de 2011 at 19:57 Responder
  • Lys

    Não sei o que as pessoas tem na cabeça que elas se acham no direito de criticar os outros por seus gostos, por seus sonhos, por seu jeito. Parece que é rebaixar os outros pra ver se sobre um pouquinho.
    Mas a gente não tem que dar a importância pra isso não. Temos mais é que continuar fazendo o que gostamos porque a vida é nossa e a felicidade que a gente tem que buscar também é a nossa (e das pessoas que nos querem bem, que nos incentivam e que nos ajudam a crescer).
    Beijo, Priih!

    25 de agosto de 2011 at 16:26 Responder
  • Angie

    Acho um saco esse povo que entra em comunidades/fóruns e seja lá mais o que pra falar mal ou xingar…
    Agora quanto a estar aprendendo Coreano eu acho muito legal! meu namorado estuda japones por conta própria também e vive me incomodando pra aprender pra gente poder conversar em lugares públicos sem ninguém entender o que a gente ta falando… é uma boa hehehe
    Concordo com o que tu escreveu: estar aqui pra ser feliz e não comum. Totalmente apoiado! :D

    25 de agosto de 2011 at 4:26 Responder
  • Flanders

    É assim mesmo :/ Esse povo ao invés de se preocupar com coisas mais sérias, fica preocupado em criticar o gosto dos outros, eu hein. Uma vez eu disse que tava aprendendo a tocar harpa, a guria chegou pra mim ” Pra quê você quer aprender harpa?” Meu Deus, gente. Mas sabe? Tem muita gente que critica o fato de eu gostar de rock, mas eu não to nem aí, porque eu sei que é bom e se o outro não acha bom, problema é dele. O importante é que eu gosto! Sabe?
    Não fique revolt com esse pessoal e suas brincadeiras de mal gosto. às vezes não fazem com a intenção de te machucar, Pri.
    Eu acho bem legal você aprender coreano, pois acho diferente do padrão; do cliché.
    Beeijo, Pri.

    24 de agosto de 2011 at 17:07 Responder
  • Camilla Martins - http://sugar-dance.org

    Eu te entendo perfeitamente. O que você sente pela cultura japonesa, eu sinto pela seleção de futebol Alemã.

    Parece bobagem, mas eu admiro muito os jogadores, o país, o povo que é super alegre. Gosto da culinária mesmo não tendo comido metade das coisas que eles comem, etc.

    Tem gente que quando falo de Alemanha diz: Camilla nazista. NADA A VER KKKKKKKKKKKKKKKKKKK Eu gostar da Alemanha é bem diferente de eu concordar com tudo o que aconteceu no país. Eu gosto da cultura, dos costumes, da língua, dos trajes típicos. E não do nazismo. Eu NUNCA teria preconceito contra judeus, eu acho judaísmo SUPER interessante e meu avô era judeu alemão. Mas só porque eu gosto da Alemanha tem gente que já fica falando bobagem. Pode até ser brincadeira, mas é o tipo da brincadeira que a gente não gosta né?

    Concordo com tudo o que você disse, e só pra constar: amo cultura asiática.

    Bjonas (:

    Fique com Deus <3

    22 de agosto de 2011 at 18:06 Responder
  • Eve

    As pessoas adoram se meter nas nossas vidas, nos julgar, criticar. Pior são as pessoas que se importam com os comentários alheios e deixam de fazer o que gostam. O eterno “mas o que os outros vão pensar?”. O importante mesmo é ser feliz. Fazer o que gosta e pronto! (:
    B-jos.

    22 de agosto de 2011 at 2:20 Responder
  • Loma Sernaiotto

    Eu assino totalmente embaixo desse post. Você falou exatamente o que eu penso. Eu não julgo aquela menina que curte um funk de obscena. Porque deveriam me achar poser / querendo chamar a atenção por eu admirar grupos coreanos e música estrangeira?
    Enquanto tem gente que gasta seu tempo fazendo nada, pensando besteiras e/ou assaltando trabalhadores, eu, ao menos, me dedico a aprender uma nova cultura, um novo idioma e novos tipos de música.
    Cada um aproveita seu tempo da forma que acha melhor. Tem os que aproveitam para coisas úteis. tem os que não aproveitam pra fazer absolutamente nada. Os que aproveitam para fazer tudo. Os que aproveitam para acabar com a vida dos outros. No final, a gente vai ver quem é o que vai se arrepender. Minha mãe sempre me ensinou que ninguém vem com prazo de validade no fundo do pote. E nós, Prih, sabemos o que é aproveitar a vida. Do nosso modo.
    Ai, falei de mais. Mas me identifiquei demais com o post. Beijo!

    21 de agosto de 2011 at 15:57 Responder
  • Juli

    Realmente, o que importa é que sentimos ao escutar, fazer alguma coisa que gostamos afinal, ninguém tem nada com isso! Beijinhos!!

    20 de agosto de 2011 at 2:40 Responder
  • Gesiane

    …e o que eu já ouvi, entra sempre de um lado e sai do outro… deixo as pessoas falando com a Berenice, a minha mão!!! Hahahaha….

    Kiss…

    20 de agosto de 2011 at 2:38 Responder
  • Claudinha

    Concordo plenamente, cada um tem seu gosto e deve poder viver em paz com isso. Coisa mais chata ter alguém falando coisas erradas sobre o que você gosta…

    Beijos

    18 de agosto de 2011 at 21:41 Responder
  • Paty

    Em primeiro lugar eu prreciso parar com essa mania de abrir o seu blog e deixar ele aberto sempre. Pq senão acontece isso mais um vez, de eu ler seu post e levar dias até enfim comentar. Haha parte disso é baseado no fato que eu quero escrever um comentario bacanudo, e na verdade vc me faz pensar tbm. Eu amadureço minhas idéias mó quota e enfim venho aqui ^^
    Acho que durante a vida toda eu acabei passando quase que diariamente num enfrnetamento com pessoas que tentam nos podar, nos tesourar quanto aos nossos sonhos, nossos gostos.
    Nunca somos boas o suficiente, nossos sonhos sempre sem bobos e infantis e loucos aos olhos alheios.
    Meus pais principalmente tem esse imenso prazer em tentar rebaixar meus gostos e meus anseios. Mas com o tempo eu aprendi a valorizar muito, e a realmente tocar o foda-se pra quem não vale a pena.
    Infelizmente na vida a maior parte das pessoas não irá valer a pena. E a gnt realmente vai precisar focar naquela pessoa que é a mais confiavel, a que realmente vale: nós mesmas!

    Idiotas são aqueles que dizem n coisas a respeito de como somos e do que gostamos. Não sabem eles que é da sua amargura que conseguimos nos fortalecer e chegar cada vez mais pert dos nossos sonhos.

    E manda tomar no cu quem fala mal do que vc gosta. E tem idiota que ouve pagode, e assistite Insensato Coração, CQC e Pânico, usa internet só pra entrar no Orkut, e male má sabe falar um inglês fedido.

    Eu tenho orgulho de vc, Pri. Azar de quem não tiver.

    15 de agosto de 2011 at 9:54 Responder
  • Pixiie

    Aeeee Pri, falou e disse!
    Sofro com isso, porque baiano tem que gostar de axé, forró, pagode e afins, baiano tem que gostar de acarajé, vatapá e caruru.
    Eu sou vista como a esquisita porque sempre gosto de coisas diferentes, vista como chata, querendo dar uma de do contra, desvalorizando minha cultura.
    Isso é o cúmulo da ignorância. Eu só lamento nós vivermos num país onde ouvir música de baixíssimo nível e ver sexo explícito na tv seja tido como cultura.
    Eu adoro ser brasileira, tem coisas daqui que eu dou o maior valor sim, o rock dos anos 80 pra mim é a melhor coisa da nossa música. Tem a VERDADEIRA música baiana, Caetano, Gil, Tom Zé… Tem ótimos filmes, só que o povo não sabe valorizar. Se não tiver bunda mexendo, barraco e palavrão, é chato, é coisa de velho.
    Não desmerecendo as coisas novas, mas fico embasbacada com algumas coisas que se denominam nossa cultura.
    Gosto de explorar coisas diferentes também, sou muito influenciada pela cultura norte-americana, mas nunca me prendi só a isso. Agora tô conhecendo a cultura asiática e, nossa, não posso descrever a sensação. Já tinha uma atração pelo Japão, mas não sabia nada sobre a Coréia (ou melhor, não sabia diferenciar), e eles são os melhores! Os doramas são divertidos, fofos, pelo menos os que assisti até agora eu amei. E quanto à música, eu AMO os clipes, super coloridos, e as letras são tão bonitas, dá pra perceber que eles exploram o máximo de palavras, levam a sério a composição. Sem falar que eu amo clipe divertido (Gee Gee Gee Gee rsrs), é válido explorar novas culturas sim.
    Só não tenho afinidade (ainda) com o idioma coreano, mas daqui a um tempo, quando completar meu inglês, francês e espanhol, tenho curiosidade sim.
    Não ligue pro que os outros dizem. Isso é muito chato, uma vez eu disse que queria aprender japonês porque achava lindo os caracteres, o menino riu da minha cara. Quando decidi fazer francês antes de espanhol muito gente criticou, mas e daí. O importante é ter satisfação pessoal, porque se a gente for seguir o que os outros consideram certo e bom, ficaremos isoladas e alienadas num lugar só.
    Nossa, isso não é um comentário, é um post! empolguei, foi mal… Beijão.

    13 de agosto de 2011 at 20:23 Responder

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