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Série: Dead Like Me

E qual foi a minha surpresa ao checar a quantas anda o formulário de pesquisa do blog, e me deparar com o tópico de indicação de séries e filmes com a maior porcentagem? ♡ Por isso, hoje tem resenha de uma série que eu curti muito e devorei rapidinho: Dead Like Me! (rapidinho mesmo, nem deu tempo de aproveitar com calma e surtar devidamente nas redes sociais…)

Talvez você associe a imagem de capa com a franquia de Todo Mundo em Pânico, mas garanto que não é nada do gênero. Dead Like Me é engraçada sim, mas não exclusivamente humorística. Tem um tom irônico, e faz uso de humor negro, porém eu diria que tem uma pegada mais madura e dramática. A abertura engana nesse sentido, faz parecer com que tudo seja uma brincadeira, e é bem mais “genérica” – pois não utiliza fatos da série, tampouco seus atores (com exceção do final). Mas eu acho maravilhosa, haha. A melodia por si só já me deixa nostálgica e com vontade de rever todos os episódios.

A série estreou em 2003 (fiz as contas e eu tinha 12 anos, socorro?!), e infelizmente tem apenas duas temporadas, pois foi cancelada devido a desentendimentos na área de criação. O próprio criador, Bryan Fuller, abandonou a série no final da primeira temporada, afirmando que a falta de profissionalismo dificultou tudo, forçando-o a se retirar, pois era como estar numa guerra. Após isso, conseguiram mantê-la ativa apenas até a segunda temporada. Porém, quatro anos mais tarde foi lançado um filme da série.


A história gira em torno de Georgia/George, uma adolescente entrando na fase adulta que não demonstra nenhum tipo de ambição na vida, larga a faculdade e, por não ser devidamente qualificada, tem certa dificuldade em conseguir um emprego.
Confesso que de início, estranhei a protagonista, mas aos poucos ela cativa a nossa atenção de uma forma surpreendente.
George é a cara da indiferença. O ambiente familiar em que vive também não é um parque de diversões, digamos assim. Mas ela própria não ajuda nesse sentido, com ar de sarcasmo na maior parte do tempo, o que automaticamente afasta qualquer pessoa.

Porém, mal sabe ela que as coisas estão prestes a mudar completamente. Por insistência da mãe, George consegue um emprego como arquivista temporária. Mas… bom, ela sequer tem a chance de viver a experiência de seu maravilhoso primeiro emprego por um dia completo. Durante seu intervalo para o almoço, George perde a vida – e da maneira mais bizarra possível: o assento de um vaso sanitário da famosa estação espacial Mir (que estava saindo de órbita) atinge-a em cheio. Seria engraçado, se não fosse trágico. Tudo isso acontece em menos de 15 minutos do primeiro episódio – então não é um spoiler, ok?

A partir de então, George descobre que a morte tem um lado diferente – um lado que ela sequer poderia imaginar. Ela é recrutada para ser nada menos do que uma ceifadora de almas. Afinal de contas: “Centenas de milhares de pessoas morrem todos os dias. Corpos são moleza. Abre uma cova, acende um fósforo. Mas e as almas? Quem cuida delas?”

Assim, a história ganha mais consistência e podemos vê-la de dois âmbitos diferentes. A rotina de George e seus outros amigos ceifadores em ação, como mortos vivos no mundo humano; e a rotina do que acontece com a família de George após seu infeliz incidente. Ambos são narrados pela própria George, o que – na minha opinião – torna tudo mais cativante… e melancólico.

     “Não tenho muito interesse em ser uma boa pessoa ou uma má pessoa. Até onde eu sei, você está ferrado de qualquer forma.”

Imagine que você morre e agora tem uma missão a cumprir, e tudo que você viveu até então, precisa ficar para trás, como uma lembrança. Você conseguiria se desvincular totalmente da sua família, mesmo que pudesse checar de longe como eles estão? Resistiria a tentação de saber como tem passado? Que caminho trilharam para suas vidas?

Se tem uma coisa que eu adorei nessa série, são os personagens. Todos eles tem uma personalidade intrigante, e que justificam seus atos (sejam eles deprimentes ou cômicos). E são as particularidades de cada um que os tornam realmente incríveis.

Ah, claro. O melhor de tudo são as mensagens que cada episódio passa. A capacidade de mexer com memórias afetivas, fazer você refletir e tirar uma lição daquilo. Perceber que, para a maioria, a vida termina com muitas questões inacabadas, cobertas pelo arrependimento de não ter feito algo específico. Qual item da sua lista de medos você riscou hoje?

Não faz nem muito tempo que terminei essa série e já sinto saudades. É basicamente um pacote completo de gêneros e emoções: tem drama, comédia, suspense, ironia, momentos creepy… além de questionamentos que te fazem refletir por um longo tempo. E, obviamente, não poderia me esquecer das expressões épicas e tão características da George:

   

Você pode encontrar as duas temporadas na Netflix, ou em algum torrent pela internet. Eu sei que eu vou assistir de novo ♡.

        “Talvez a morte seja nosso emprego temporário, e a vida só nossas férias.”

Priih

Priscila Cardoso (프리실라 카르도스), ou apenas Priih. 26. Inconstante em muitos níveis e intensa igualmente. Escreve incontroladamente sobre tudo e tagarela sobre a Coreia desde 2008. Descobre novas paixões a cada dia e não dispensa livros, música e uma boa caneca de café.

  • Dai Castro

    Eu adoro produções que abusam do humor negro, mas inicialmente eu pensei que essa seria mais estilo todo mundo em pânico mesmo, fiquei feliz que não seja, assim me pareceu mais interessante.
    A premissa é bem divertida, eu estou mesmo precisando de algo assim para distrair a minha cabeça um pouco hahaha Beijos!

    14 de agosto de 2016 at 19:05 Responder
  • Daielyn

    Vou assistir <3

    Amei a resenha *_*

    31 de julho de 2016 at 10:15 Responder
  • Clarissa

    Adoooro essa série! Apesar de ser velhinha, só assisti ano passado… E não fiquei tão triste de só ter duas temporadas, achei que a segunda já foi bem pior que a primeira!
    Realmente, não ouço nunca ninguém falar dela e super vale a recomendação!

    30 de julho de 2016 at 21:14 Responder
  • Edypo

    Mas gente que história é essa??? Achei ótima e super diferente *o* a série é de 2003 e eu nunca ouvi falar dela, que triste ;_;
    Já quero assistir sim, mesmo com os 2983789373 episódios de séries e animes atrasados mas vou fazer igual a Stranger Things, passar na frente ashaushau e outra se ta na Netflix tem 99,9% de chances de que eu vou assistir.
    SIM! Nem comentei nas outras postagens (eu acho – memória boa? não), amei a ideia do formulário, espero que traga muito mais leitores para o Blog e vai trazer ♥

    30 de julho de 2016 at 18:48 Responder

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